Desenvolvimento



Determinado como uma forma de estrutura social e política fundamentada nas ligações  servo-contratuais, o feudalismo originou-se com o declínio do Império Romano, predominando na Europa durante a Idade Média que se divide em dois ciclos:

- Alta Idade Média – séc. V ao X

- Baixa Idade Média – séc. XI ao XV

O feudo era de domínio do senhor feudal, e era cultivado pelos camponeses em troca moradia e de proteção contra os ataques bárbaros.


Sendo uma sociedade de caráter separada em estamentos, a sociedade feudal ficou marcada por sua extrema rigidez social. Em geral, um indivíduo nascia e morria pertencendo a um mesmo extrato da sociedade. Somente com as transformações do século XI e XII que as primeiras transformações apareceriam no interior desse tipo de organização social.


A sociedade feudal se dividia em três estamentos:

O CLERO: Seu principal papel era rezar. Desempenhava a maior parte do poder político, sendo que na época religião e política não se separavam.

A NOBREZA: Também conhecidos como senhores feudais, sua principal atividade era guerrear. O Rei sedia terras a eles, e em troca se comprometiam com a ajuda militar. 

OS SERVOS: Compunham a maior parte da população camponesa, eram explorados e encontravam-se presos a terra, trabalhavam obrigados para a nobreza e em troca de proteção militar e do uso da terra pagavam vários tributos.



Principais características da sociedade feudal




Modo de produção feudal



Entre os séculos V e XV, a Europa Ocidental passou por um processo de transformações que culminou na estruturação do modo de produção feudal.

O feudalismo foi estruturado em instituições romanas (colonato, villa, patrocínio, precarium e clientela) e nas instituições germânicas (beneficium e comitatus).

A sociedade era de ordens (oratores, bellatores e laboratores). O poder político era descentralizado.

As principais obrigações dos servos eram: (corveia, talha, banalidade e formariage).

Economicamente, o feudo era uma unidade agrária com produção auto-suficiente. O comércio sofreu forte decadência, mas continuou a existir.


Composição do Feudo

As grandes propriedades rurais da época medieval eram divididas em três categorias de terras. A primeira - que englobava a maior parte do solo cultivável - era o chamado manso senhorial, onde tudo o que se produzia pertencia ao senhor feudal, o dono da fazenda. Os servos trabalhavam em todas as terras, mas só podiam tirar seu sustento dos minúsculos lotes que formavam a segunda categoria de terras, o manso servil. Por fim, os bosques, florestas e pântanos eram coletivos - ou quase isso: os animais maiores só podiam ser caçados pelos senhores.


Curiosidade!

Apesar de costumarmos chamar esse tipo de propriedade de feudo, os especialistas alertam que esse não é o termo mais correto. "A palavra ‘feudo’, utilizada pela primeira vez no século 9, designava qualquer bem dado em troca de alguma outra coisa", diz a historiadora Yone de Carvalho, da PUC de São Paulo. Portanto, na Idade Média, feudos eram todos os bens e tributos trocados entre nobres - incluindo aí as propriedades, que eram mais conhecidas como senhorios. Esse sistema de trocas regulava todas as relações entre os nobres medievais.

Por exemplo, um nobre ganhava o título de senhor quando dava um pedaço das suas terras a outro nobre, chamado de vassalo. Esse vassalo, por sua vez, podia cobrar uma espécie de aluguel sobre seu moinho, tornando-se senhor também.

Em resumo, o dono de um "feudo" - ou melhor, senhorio - obedecia a seu senhor, mas também tinha seus vassalos. Para facilitar, o "feudo" que retratamos ao lado é o mais simples possível, com apenas um dono e seus servos.

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